sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ONDE SE GANHA O PÃO, SE COME A CARNE.

Oie, boa noite!

    Depois de um dia de trabalho puxado e uma tentativa de fazer um bolo mas sem sucesso, vou dar continuidade a minha historia. Lembrando que vou colocar é a continuação da postagem anterior. 


    Sabe aquele sentimento de culpa, sentimento de que você fez algo errado? Então... era assim que eu me sentia ao voltar para minha cidade, mas ao mesmo tempo que sentia estar errado, meu corpo sentia o suor e o cheiro do pecado, tentei de todas as formas deletar aquela noite da minha cabeça, mas não consegui, aquela vontade louca de fazer tudo novamente me fez querer encontrar em outros corpos o que eu tive naquela noite. 
Não demorou muito comecei trabalhar de garçom em um bailão, como eu passava de mesa em mesa para oferecer bebidas, já aproveitava para ver os homens que nelas estavam, mas quem roubou mesmo minha atenção era uma pessoa que estava dançando, foi como o alerta do Homem Aranha informando que algo estava se aproximando (nesse dia eu descobri o que seria o "radar gay"). Sempre que ele parava de dançar eu me aproxima da mesa para oferecer algo, ficava cuidando ele enquanto trabalhava, percebi que ele era uma pessoa bem extrovertida, estava sempre rindo e fazendo os outros rir, mas eu precisava de alguma maneira de descobrir qual era o seu nome, foi ai então que eu tive a ideia de mentir que uma garota que estava próximo ao banheiro havia mandado eu perguntar seu nome.
    Abel, esse era o nome da pessoa que eu queria, mais ainda não tinha certeza, só suspeitava de sua sexualidade, até que um dia ele disse que estaria sozinho em casa e me convidou para dormir com ele. Na hora me veio um arrepio na espinha, em questão de segundos fiquei excitado só em pensar se aceitaria ou não, foi ai que respondi sim, então marcamos de ir para casa dele assim que o bailão fechasse, aquele dia eu derrubei no minimo 3 garrafa de cerveja de tão nervoso que eu estava, finalmente chegou o final do expediente, então fomos para sua casa, chegando lá, comecei ficar nervoso, Abel veio em minha direção querendo dar um beijo, eu todo meio sem jeito o beijei, sentia sua barba rala passando em minha boca, sentia seu pau duro encostando em mim, para mim foi uma coisa de outro mundo, na hora do sexo não foi aquelas coisas, eu ainda me sentia inseguro, foi uma coisa bem desconfortável, mas que me marcou. Depois desse dia viramos amigos, Abel já tinha uma leve reputação de ser gay no bairro, então não demorou muito para algumas pessoas fazerem piadinha com minha pessoa, só pelo simples fato de andar com ele, mas isso teve uma lado positivo. 
    Semanas depois o dono do baile pediu se eu poderia ficar dormindo no estabelecimento nas madrugadas de sábado para domingo, para evitar deixar o lugar sozinho, e se ladrões soubessem que havia alguém la dentro pensaria duas vezes antes de entrar, no começo achei ruim, mas aceitei, no próximo final de semana foi a melhor coisa que eu podeira ter feito. Não demorou muito eu estava com a fama de ser gay, ninguém nunca tinha visto eu fazer nada, mas só pelo fato de andar com Abel já deduziam minha sexualidade. Bailão era frequentado na sua grande maioria por jovens na flor da idade, loucos para por o pinto em qualquer buraco, ate curiosos que queriam saber como era dar a bunda, na grande maioria das vezes que eu iria atender a mesa dessas pessoas, alguma piadinha saia, nesse momento eu respondia: 
- Fica aqui ate o final do baile que te mostro se sou gay ou não.
    Acredite ou não, sempre tinha alguém para passar a noite comigo, tinha dias que eu poderia escolher, quando as luzes do salão se apagavam só se ouviam os gemidos, o colchão que havia no local era pouco. Se as mesas, bateria, cadeiras e pista de dança falasse estávamos fudidos. 
Pouco tempo depois voltei estudar no Colégio Monsenhor Guilherme, mesmo que por alguns dias, foi ali que comecei um novo estagio na minha vida gay, as baladas. Tudo isso graças a uma ex colega, Eliza Samudio (Sim, a que foi morta pelo goleiro), mas vai ficar para a próxima postagem. 

Como havia dito anteriormente, vou postar sempre um clipe no final da postagem, que na minha opinião tem alguma semelhança com a postagem https://youtu.be/WyhdvRWEWRw



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

DESCOBRINDO UM NOVO MUNDO

Olá, boa noite!
-    Bom galera, hoje estava em casa sem nada pra fazer, sem ninguém para conversar e decidi fazer um blog para desabafar, contar meu dia-a-dia, sei lá, descontrair de uma maneira diferente. Resumindo resolvi falar da minha vida toda (coragem), vou contar do meu primeiro beijo até o dia em que descobri ser soropositivo (puta que pariu), mas antes de começar vou deixar claro que os nomes que vou usar são todos fictícios, não vou usar nomes reais para não comprometer ninguém, até porque quando meu boy chegou perguntou o que eu estava fazendo e já pirou o cabeção achando que eu iria me expor, na verdade não vejo problema nenhum, mas né, como eu falei, vou começar do começo da minha historia, então até chegar nele vai demorar, ele que espere kkk.

-    Só mais uma coisa, pretendo postar pelo menos 2x por semana, agora sim, vamos lá. 

-    Hoje estou com 30 anos, sou gay, tenho uma união estável que já passa de um ano, muitos me perguntam como virei gay, então para explicar vamos começar do inicio. 
- Venho de uma família cristã do saco roxo, onde tudo gira em torno de Deus, não tive contato com nenhum gay até meus 18 anos, ou seja não tive influencia de ninguém ate essa idade, mas quando estava prestes a virar maior de idade fui passar uns dias na casa de um tio, que morava em outro estado, chegando lá fui apresentado a um primo que nunca tinha visto, no começo não me interessei, mas com o tempo começou me chamar atenção. Passamos o dia juntos conversando assunto de hétero, o que pra mim na época era tudo de bom, no final do dia meu tio disse que teríamos que dormir juntos, não vi problema nenhum ate porque eramos macho (ui), na hora de dormir cada um ficava em um canto da cama, no segundo dia a mesma coisa, nada mudou, já no terceiro dia estava chovendo e um pouco mais fresquinho, quando acordei na madrugada percebi que estávamos abraçados, foi ai que comecei questionar sobre minha sexualidade, porque achei bom dormir abraçado com um homem. No quarto dia não estava frio, muito menos chovendo, mas estávamos dormindo abraçados, ate que no quinto dia aconteceu. Foi uma coisa meio estranha, não teve beijo, só nos olhamos, vimos que estávamos excitados, cada um segurou no pênis um do outro e começamos a nos masturbar, em seguida enfim transamos, isso durou mais 2 dois dias seguidos, ate que voltei para minha cidade. 
 -    Após voltar para minha cidade, minha cabeça começou entrar em colapso, eu me perguntava: Como eu fui transar com um homem? Eu era garanhão, ficava com varias meninas, minha avó até ficava brava que elas passavam o dia todo ligando a cobrar no telefone residencial atras de mim, eu continuei ficando com varias meninas, mas aquelas noites não saim da minha cabeça, não tinha como comparar os abraços apertados e bruscos de um homem com um abraço frágil de uma mulher, aquela sensação de dominar alguém forte e ser dominado me fez sair a procura de um novo mundo, de um novo prazer. 

-    Gente, nunca escrevi nada assim, então não sei se vão gostar, como eu disse estou escrevendo para ter uma distração, mas tudo o que eu for postar sera real, aconteceu realmente, não vou inventar nada, vou tentar usar o máximo de detalhes possíveis, infelizmente tem coisas que já esqueci e que vão passar em branco, mas tudo o que eu me lembrar vai estar aqui, na ordem que aconteceram. 

-    Hoje era isso, na próxima postagem vou falar de como foi meu primeiro beijo gay e como foi minha primeira festa GLS. 

-    No final de cada postagem vou sempre por o link de uma musica que descreve mais o menos o momento. https://youtu.be/Jr4930v0yJI